Quanto à qualificação ou plenitude da eficácia da graça
A indulgência se qualifica de duas formas: indulgência parcial ou plenária.
A indulgência plenário anula completamente a pena que a pessoa teria que cumprir no purgatório. Esta indulgência é totalmente eficaz.
A indulgência parcial redime somente em partes de acordo com o valor da ação ou obra realizada pelo fiel.
Dom Henrique em seu site exprime bem a diferença dizendo: "Quanto à questão das indulgências plenárias ou parciais. Primeiramente é bom esclarecer que não faz parte da doutrina infalível da Igreja distinguir entre indulgências plenárias ou parciais! Faz parte da fé normativa da Igreja afirmar a validade das indulgências; a distinção entre parcial é plenária não e obrigatória! Mas, em que se baseia tal distinção? Já deixei claro que nossa atitude interior é o que mais conta para receber a indulgência. Pois bem: se meu arrependimento é perfeito, se meu desejo de mudança de vida é radical, se meu propósito de lutar contra os vícios é decidido, a indulgência é dita plenária. Quer dizer: o Senhor libertar-me-á de todas as seqüelas de meus pecados. Mas, se minha abertura não é completa, então a indulgência é dita parcial: a graça age em mim à medida que eu me abro para ela. Se eu somente me abro parcialmente, ela somente age em mim parcialmente; se me abro totalmente, ela age em mim totalmente!".
Quanto a pessoa que receberá a indulgência
A indulgência se aplica ao fiel que atende aos requisitos ou o mesmo pode conceder a um falecido que estiver no purgatório.
O que precisa ser cumprido para receber a indulgência plenária
As indulgências plenárias, geralmente, consistem em uma obra de caridade que é indulgenciada e mais outras três condições: confissão, comunhão e oração pelo Santo Padre, o Papa. Estas três condições básicas sempre acompanham as obras que são indulgências plenárias.
De forma prática o Padre Paulo Ricardo diz "que para que as pessoas entendam o que é indulgência é necessário entender antes o que é pena temporal. Quando vamos nos confessar o sacerdote perdoa a pena eterna. Por causa dos nossos pecados, nós merecemos o inferno, então, o sacerdote perdoa os nossos pecados e com isso nós seremos salvos.
Mas, ao mesmo tempo, o pecado tornou o nosso coração pior, nosso coração não está pronto para entrar no céu. Se eu me confessar e morrer imediatamente após a confissão, eu estou salvo, mas não estou santo. Por que ainda não amo a Deus de todo o coração, de toda alma e todo o entendimento. Então, a pessoa que morre nesta situação vai para o purgatório e, ali, purifica-se.
A indulgência é a remissão deste tempo do purgatório. A absolvição sacramental livra a pessoa do inferno e a indulgência livra a pessoa do purgatório.".
Temos conforme diz o Catecismo da Igreja Católica, uma estreita relação entre o Sacramento da Reconciliação e a indulgência, pois um dos pontos a serem cumpridos para se receber a indulgência é primeiramente ser perdoado pelo sacerdote dos pecados cometidos e estar em estado de graça diante de Deus. Dito isto, temos que nos preparar muito bem para o Sacramento da Reconciliação, pois o arrependimento e o propósito de não mais pecar é um fator importantíssimo para que possamos integralmente receber a indulgência, ou seja, a indulgência plenária..
Para recebimento da indulgência, não há a necessidade de se cumprir todas as condições numa sequência e nem no mesmo dia, contudo, como devemos estar em estado de graça e somos pecadores, podemos perder a eficácia da indulgência se recebemos o sacramento da reconciliação e demoramos a cumprir as outras condições.
Referências
Catecismo da Igreja Católica (http://www.vatican.va/archive/cathechism_po/index_new/p2s2cap1_1420-1532_po.html)
Site Canção Nova (http://papa.cancaonova.com/papa-explica-como-receber-indulgencia/)
Site Canção Nova (http://papa.cancaonova.com/carta-do-papa-indulgencia-pelo-jubileu-da-misericordia/)
Site Canção Nova (http://noticias.cancaonova.com/indulgencias-padre-paulo-explica-o-que-sao-e-quais-seus-efeitos/)
Site DomHenrique.com.br - Dom Henrique Soares da Costa (http://www.domhenrique.com.br/index.php/doutrina-catolica/361--indulgencia-o-que-e-isso)
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