quarta-feira, 21 de novembro de 2012
Entenda o Processo de Beatificação e Canonização
O processo pode ser iniciado através de um bispo diocesano ou autoridade da hierarquia a ele equiparada, de iniciativa própria ou a pedido de fiéis. Compete ao bispo ou autoridade a ele equiparada, estudar a vida, virtudes ou martírio e fama de santidade e milagres atribuídos ao candidato a santo, assim como reunir toda a documentação que será então encaminhada à Santo Sé, Congregação para as Causas dos Santos.
Lá, passa por três comissões (Histórica, dos Consultores Teólogos e Congregação de Cardeais e Bispos).
Aprovado, segue para o papa, que edita decreto reconhecendo que o candidato é venerável (exerceu em grau heróico as virtudes de fé, esperança, caridade, prudência, justiça, temperança e fortaleza).
Neste momento temos o candidato a santo como "Servo de Deus".
Passo 1
O candidato a santo deve ter morrido, no mínimo, cinco anos antes da abertura do processo. Depois é nomeado um postulador, que organiza toda a documentação exigida. É possível tornar-se santo pela virtude ou pelo martírio.
Passo 2
Os documentos são analisados por historiadores, teólogos e uma comissão de cardeais do Vaticano. Se houver aprovação, o candidato ganha o título de venerável.
Passo 3
Após os trâmites, os mártires veneráveis já são nomeados beatos. Os veneráveis por virtude, por sua vez, devem ter um milagre de cura comprovado para se tornar beatos.
Passo 4
O caso passa pelo crivo do Vaticano, o que inclui, desta vez, peritos e uma comissão médica.
A tradição diz que quando se examinam os possíveis milagres, a doença deve ser incurável ou extremamente difícil de se tratar, e não se deve ter conhecimento de curas espontâneas para esses tipos de doença. Além disso, a cura deve ser imprevista e instantânea, como também completa e duradoura. Quem declara o milagre não são os médicos consultados pelo Vaticano. Normalmente, se a maioria de uma comissão de médicos afirma que uma cura não tem explicações naturais ou científicas, o caso passa a uma comissão de teólogos, que julga se a cura foi a resposta a um pedido de oração.
A palavra final é do papa: se o milagre for aceito, ele anuncia a beatificação.
Passo 5
Para a canonização, deve ser comprovado um segundo milagre - que tenha ocorrido, necessariamente, após a beatificação. O processo ocorre nos mesmos moldes do primeiro. O papa anuncia a canonização depois do consistório, uma consulta final a todos os cardeais.
Fonte: (Notícias UOL / Notícias Canção Nova / Wikipedia / Folha Online)
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