Os sacramentos da nova lei foram instituidos e designados por Cristo e são sete: o Batismo, a Confirmação ou Crisma, a Eucaristia, a Penitência, a Unção dos Enfermos, a Ordem e o Matrimônio.
A Eucaristia conforme o "Catecismo da Igreja Católica" nos ensina, "...ocupa lugar único por ser sacramento dos sacramentos: todos os demais sacramentos estão ordenados a este como seu fim.".
A vida cristã começa com o Batismo, logo a sua confirmação através da Confirmação ou Crisma e pela comunhão com Cristo na eucaristia.
O Batismos
O Batismo marca a vinculação eterna como cristãos, ligados ao Corpo de Cristo através da sua Igreja.
Em Marcos 16,15-16, Jesus diz: "Ide pelo mundo inteiro e anunciai a Boa-Nova a toda criatura! Quem crer e for batizado será salvo."
Em Mateus 28,19, Jesus diz: "Ide, pois, fazer discípulos entre todas as nações, e batizai-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo."
O Batismo sempre foi o sinal de Jesus e da sua Igreja onde o cristão se purifica dos pecados através da água e do fogo do Espírito Santo de Deus.
A Igreja entende que mesmo a pessoa não recebendo o Batismo, se morreu por causa de Cristo ou se havia a verdadeira vontade de receber o Batismo, assim o receberá de Cristo assim como a salvação. O Batismo é o renascer em Cristo. Isto equivale a dizer que Cristo nos chama a viver com ele uma vida de santidade.
A Igreja entende que mesmo a pessoa não recebendo o Batismo, se morreu por causa de Cristo ou se havia a verdadeira vontade de receber o Batismo, assim o receberá de Cristo assim como a salvação. O Batismo é o renascer em Cristo. Isto equivale a dizer que Cristo nos chama a viver com ele uma vida de santidade.
No "Catecismo da Igreja Católica" está escrito: "Feito membro da Igreja, o batizado não pertence mais a si mesmo, mas àquele que morreu e ressuscitou por nós." Somos parte da Igreja, Corpo de Cristo, onde Cristo é a cabeça mística deste Corpo.
A Confirmação ou Crisma
O sacramento da Confirmação ou Crisma acontece após o sacramento do Batismo. Normalmente, a família católica batiza suas crianças logo nos primeiros meses ou anos de vida, sendo a Confirmação realizada quando o cristão atingi a maturidade ou razão. Este sacramento pode acontecer em qualquer época da vida, contudo quando a pessoa se encontra na fase adulta, o sacramento da Confirmação acontece ao mesmo tempo do Batismo, sendo na mesma celebração realizado primeiramente o Batismo e na sequência a Confirmação.
O "Catecismo da Igreja Católica" nos traz de Atos Cap.8 Vs.14-17: "Tendo ouvido que a Samaria acolhera a palavra de Deus, os Apóstolos, que estavam em Jerusalém, enviaram-lhes Pedro e João. Estes, descendo até lá, oraram por eles, a fim de que recebessem o Espírito Santo. Pois ele ainda não descera sobre nenhum deles, mas somente haviam sido batizados em nome do Senhor Jesus. Então começaram a impor-lhes as mãos, e eles recebiam o Espírito Santo.".
O sacramento da Confirmação ou Crisma, é a confirmação do cristão de continuar na caminhada junto ao nosso Senhor Jesus Cristo, agora de posse do Espírito Santo. Podemos dizer que o sacramento da Confirmação é a renovação do Batismo, unindo-se ao mesmo em um único sacramento.
A Eucaristia
A Eucaristia é o sacramento mais importante do cristianismo. É o ato perfeito de comunhão com Cristo, com Seu Corpo e Sangue, assim com o
Pai Criador. O relato da Eucaristia e a designação de Jesus para perpetuação do sacramento segue descrito por Lucas cap.22 vs.14-20.
Pai Criador. O relato da Eucaristia e a designação de Jesus para perpetuação do sacramento segue descrito por Lucas cap.22 vs.14-20.
Quando chegou a hora, Jesus pôs-se à mesa com os apóstolos e disse: “Ardentemente desejei comer convosco esta ceia pascal, antes de padecer. 16 Pois eu vos digo que não mais a comerei, até que ela se realize no Reino de Deus”. Então pegou o cálice, deu graças e disse: “Recebei este cálice e fazei passar entre vós; 18 pois eu vos digo que, de agora em diante, não mais beberei do fruto da videira, até que venha o Reino de Deus”. 19 A seguir, tomou o pão, deu graças, partiu-o e lhes deu, dizendo: “Isto é o meu corpo, que é dado por vós. Fazei isto em memória de mim”. 20 Depois da ceia, fez o mesmo com o cálice, dizendo: “Este cálice é a nova aliança no meu sangue, que é derramado por vós."
Em "Fazei isto em memória de mim", Jesus ordena a continuação da celebração.
Em Atos dos Apóstolos, verificamos que foi dada a continuação da celabração deste sacramento, "Eles eram perseverantes em ouvir o ensinamento dos apóstolos, na comunhão fraterna, na fração do pão e nas orações." Atos cap.2 vs.42.
É importante falar um pouco da parte em que Jesus diz: "Fazei isto em memória de mim.". Para falar do contexto, temos que retroceder ao velho testamento, do vocábulo hebraico zikkaron que significa no muito mais que recordação de um fato passado sendo no novo testamento retratado no grego com o vocábulo anámnesis. Fazer memória (zikkaron) para Israel era reconhecer a ação de Deus que caminha com seu Povo e a sua ação salvadora. Ao realizar o memorial, os israelitas reviviam, antes de tudo, o Êxodo. Recordavam também os outros acontecimentos importantes da sua história: a vocação de Abraão, o sacrifício de Isaac, a aliança do Sinai, as numerosas intervenções de Deus em defesa do seu Povo. Esta memória das ações salvíficas, não ficava presa aos eventos realizados por Deus em favor de Israel. A cada vez que era celebrada, ela permitia que as mirabilia Dei, ou os prodígios de Deus de outrora se tornassem atuais e operantes.
Para demonstrar que o a frase de Jesus se fundamenta no termo Zikkaron, temos a passagem:
48 Eu sou o pão da vida.
49 Vossos pais, no deserto, comeram o maná e morreram.
50 Este é o pão que desceu do céu, para que não morra todo aquele que dele comer.
51 Eu sou o pão vivo que desceu do céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão, que eu hei de dar, é a minha carne para a salvação do mundo.
52 A essas palavras, os judeus começaram a discutir, dizendo: Como pode este homem dar-nos de comer a sua carne?
53 Então Jesus lhes disse: Em verdade, em verdade vos digo: se não comerdes a carne do Filho do Homem, e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós mesmos.
54 Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia.
55 Pois a minha carne é verdadeiramente uma comida e o meu sangue, verdadeiramente uma bebida.
56 Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele.
57 Assim como o Pai que me enviou vive, e eu vivo pelo Pai, assim também aquele que comer a minha carne viverá por mim.
58 Este é o pão que desceu do céu. Não como o maná que vossos pais comeram e morreram. Quem come deste pão viverá eternamente.
59 Tal foi o ensinamento de Jesus na sinagoga de Cafarnaum.
60 Muitos dos seus discípulos, ouvindo-o, disseram: Isto é muito duro! Quem o pode admitir?
61 Sabendo Jesus que os discípulos murmuravam por isso, perguntou-lhes: Isso vos escandaliza?
62 Que será, quando virdes subir o Filho do Homem para onde ele estava antes?...
63 O espírito é que vivifica, a carne de nada serve. As palavras que vos tenho dito são espírito e vida.
64 Mas há alguns entre vós que não crêem... Pois desde o princípio Jesus sabia quais eram os que não criam e quem o havia de trair.
65 Ele prosseguiu: Por isso vos disse: Ninguém pode vir a mim, se por meu Pai não lho for concedido.
66 Desde então, muitos dos seus discípulos se retiraram e já não andavam com ele.
67 Então Jesus perguntou aos Doze: Quereis vós também retirar-vos?
68 Respondeu-lhe Simão Pedro: Senhor, a quem iríamos nós? Tu tens as palavras da vida eterna.
João 6, 48-68
49 Vossos pais, no deserto, comeram o maná e morreram.
50 Este é o pão que desceu do céu, para que não morra todo aquele que dele comer.
51 Eu sou o pão vivo que desceu do céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão, que eu hei de dar, é a minha carne para a salvação do mundo.
52 A essas palavras, os judeus começaram a discutir, dizendo: Como pode este homem dar-nos de comer a sua carne?
53 Então Jesus lhes disse: Em verdade, em verdade vos digo: se não comerdes a carne do Filho do Homem, e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós mesmos.
54 Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia.
55 Pois a minha carne é verdadeiramente uma comida e o meu sangue, verdadeiramente uma bebida.
56 Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele.
57 Assim como o Pai que me enviou vive, e eu vivo pelo Pai, assim também aquele que comer a minha carne viverá por mim.
58 Este é o pão que desceu do céu. Não como o maná que vossos pais comeram e morreram. Quem come deste pão viverá eternamente.
59 Tal foi o ensinamento de Jesus na sinagoga de Cafarnaum.
60 Muitos dos seus discípulos, ouvindo-o, disseram: Isto é muito duro! Quem o pode admitir?
61 Sabendo Jesus que os discípulos murmuravam por isso, perguntou-lhes: Isso vos escandaliza?
62 Que será, quando virdes subir o Filho do Homem para onde ele estava antes?...
63 O espírito é que vivifica, a carne de nada serve. As palavras que vos tenho dito são espírito e vida.
64 Mas há alguns entre vós que não crêem... Pois desde o princípio Jesus sabia quais eram os que não criam e quem o havia de trair.
65 Ele prosseguiu: Por isso vos disse: Ninguém pode vir a mim, se por meu Pai não lho for concedido.
66 Desde então, muitos dos seus discípulos se retiraram e já não andavam com ele.
67 Então Jesus perguntou aos Doze: Quereis vós também retirar-vos?
68 Respondeu-lhe Simão Pedro: Senhor, a quem iríamos nós? Tu tens as palavras da vida eterna.
João 6, 48-68
A eucaristia na espécie de pão e vinho após consagrada por um sacerdote, torna-se sem sobra de dúvida a "Carne e o Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo", conforme sua vontade perpétua.
Temos ainda a prefiguração disto até mesmo no nascimento de Jesus que nasce em uma manjedoura. No grego do Novo Testamento temos o vocábulo phátne, «manjedoura», usado somente em Lucas (2:7,12,16). No Antigo Testamento, a referência é a uma espécie de caixa ou gamela, onde era servida a forragem oferecida aos animais. Até mesmo no seu nascimento Jesus está num lugar onde simboliza o local onde se coloca a comida que será servida, no contexto da eucaristia, a humanidade. Desde toda a eternidade esta é a vontade de Deus por seu filho Jesus de se dar fisicamente à humanidade como forma de fazermos parte de um só corpo e sermos guardados para a eternidade em Cristo Jesus.
"7 E deu à luz seu filho primogênito, e, envolvendo-o em faixas, reclinou-o num presépio; porque não havia lugar para eles na hospedaria.
12 Isto vos servirá de sinal: achareis um recém-nascido envolto em faixas e posto numa manjedoura."
Lucas 2, 7, 12
12 Isto vos servirá de sinal: achareis um recém-nascido envolto em faixas e posto numa manjedoura."
Lucas 2, 7, 12
A Penitência
Como todo cristão sabe, nós nascemos e morreremos pecadores. Temos no Evangelho de João, Capítulo 8 vs.7 temos Jesus questionando: "Quem dentre vós não tiver pecado, atire a primeira pedra!”. Por isto Jesus através de seus atos, instituiu o Sacramento da Penitência através da confissão dos pecados e a reconciliação com o próximo. Este sacramento nos restabelece a graça de DEUS, sendo-nos perdoados os pecados.
Como todo cristão sabe, nós nascemos e morreremos pecadores. Temos no Evangelho de João, Capítulo 8 vs.7 temos Jesus questionando: "Quem dentre vós não tiver pecado, atire a primeira pedra!”. Por isto Jesus através de seus atos, instituiu o Sacramento da Penitência através da confissão dos pecados e a reconciliação com o próximo. Este sacramento nos restabelece a graça de DEUS, sendo-nos perdoados os pecados.
Para a fazer jus ao perdão de DEUS, o pecador precisa ter, segundo O Catecismo da Igreja Católica, 1431, "..., o desejo e a resolução de mudar de vida com a esperança da misericórdia divina e a confiança na ajuda de sua graça". A isto vale dizer o arrependimento e o desejo firme de não cometer os mesmos erros.
As escrituras ressaltam tanto no Novo Testamento quanto no Antigo que somente DEUS pode perdoar os pecados. Com a vinda de JESUS, filho primogênito do PAI, estabelece-se DEUS perdoando os pecados do homem diretamente aqui na terra. Em Marcos, Capítulo 2 vs.5, "Filho, os teus pecados são perdoados" temos uma dentre várias passagens em que JESUS perdoa os pecados do homem e em João, Capítulo 20 vs.22-23, verifica-se a passagem da autoridade de se perdoar os pecados aos Apóstolos, "Dizendo isso, soprou sobre eles e lhes disse: Recebei o Espírito Santo; aqueles a quem perdoardes os pecados ser-lhes-ão perdoados; aqueles aos quais os retiverdes, ser-lhes-ão retidos". A mesma autoridade foi concedida aos sucessores dos Apóstolos e assim por diante.
O ato de arrenpendimento e o perdão dos pecados pode ser ratificado através de três tipos de penitência: o jejum, a oração e a esmola.
A Unção dos Enfermos
Chegando estes homens a ele, disseram: João Batista enviou-nos a ti, perguntando: És tu o que há de vir ou devemos esperar por outro? Ora, naquele momento Jesus havia curado muitas pessoas de enfermidades, de doenças e de espíritos malignos, e dado a vista a muitos cegos. Respondeu-lhes ele: Ide anunciar a João o que tendes visto e ouvido: os cegos vêem, os coxos andam, os leprosos ficam limpos, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam, aos pobres é anunciado o Evangelho; Lucas 7, 20-22
O mesmo é o que Jesus quer que o seus Apóstolos e Discípulos façam:
"Depois disso, designou o Senhor ainda setenta e dois outros discípulos e mandou-os, dois a dois, adiante de si, por todas as cidades e lugares para onde ele tinha de ir. Curai os enfermos que nela houver e dizei-lhes: O Reino de Deus está próximo." Lucas (10,1; 10,9)
"Está alguém enfermo? Chame os sacerdotes da Igreja, e estes façam oração sobre ele, ungindo-o com óleo em nome do Senhor. A oração da fé salvará o enfermo e o Senhor o restabelecerá. Se ele cometeu pecados, ser-lhe-ão perdoados." Tiago (5, 14-15)
O Pe.Paulo Ricardo relata no artigo de seu site que na unção dos enfermos o perdão dos pecados tem um efeito secundário, pois seria primário no sacramento da confissão, porém para Jesus a salvação da alma está em primeiro lugar e logo a cura física. Temos então no sacramento o perdão dos pecados e recomendação da cura física, o que em muitos relatos se mostra de forma clara o restabelecimento da saúde fisico do fiel.
A Igreja crê e confessa que, entre os sete sacramentos, há um, especialmente destinado a reconfortar os que se encontram sob a provação da doença: a Unção dos enfermos:
«Esta santa unção dos enfermos foi instituída por Cristo nosso Senhor como sacramento do Novo Testamento, verdadeira e propriamente dito, insinuado por São Marcos (120), mas recomendado aos fiéis e promulgado por São Tiago, apóstolo e irmão do Senhor» (121).
Na tradição litúrgica, tanto no Oriente como no Ocidente, temos, desde os tempos antigos, testemunhos de unções de doentes praticadas com óleo benzido. No decorrer dos séculos, a Unção dos enfermos começou a ser conferida cada vez mais exclusivamente aos que estavam prestes a morrer. Por causa disso, fora-lhe dado o nome de «Extrema-Unção». Porém, apesar dessa evolução, a liturgia nunca deixou de pedir ao Senhor pelo doente, para que recuperasse a saúde, se tal fosse conveniente para a sua salvação
A Constituição Apostólica «Sacram Unctionem Infirmorum», de 30 de Novembro de 1972, na sequência do II Concílio do Vaticano (123), estabeleceu que, a partir de então, se observasse o seguinte no rito romano:
«O sacramento da Unção dos Enfermos é conferido aos que se encontram enfermos com a vida em perigo, ungindo-os na fronte e nas mãos com óleo de oliveira ou, segundo as circunstância, com outro óleo de origem vegetal, devidamente benzido, proferindo uma só vez, as palavras: "Por esta santa unção e pela sua infinita misericórdia o Senhor venha em teu auxílio com a graça do Espírito Santo, para que, liberto dos teus pecados, Ele te salve e, na sua bondade, alivie os teus sofrimentos"» (124).
Só os sacerdotes (bispos e presbíteros) são ministros da Unção dos Enfermos (126)
Catecsimo da Igreja Católica (1511-1525)
A Ordem
O Catecismo nos diz nos números 1534 e 1535, que temos dois sacramentos destinados ao serviço, a Ordem e o Matrimónio, que ordenados para a salvação de outrem. Se contribuem também para a salvação pessoal, é através do serviço aos outros que o fazem. Conferem uma missão particular na Igreja, e servem a edificação do povo de Deus.
Para se receber estes sacramentos, o fiel deverá ter recebido o sacramento do Batismo e Confirmação.
A Ordem é o sacramento graças ao qual a missão confiada por Cristo aos Apóstolos continua a ser exercida na Igreja, até ao fim dos tempos: é, portanto, o sacramento do ministério apostólico. E compreende três graus: o episcopado, o presbiterado e o diaconado.
O episcopado é representado pelos bispos, o presbiterado pelos padres e o diaconado pelos diáconos.
O episcopado tem a qualidade de legítimo sucessor dos Apóstolos, por instituição divina, torna-o solidariamente responsável pela missão apostólica da Igreja.
O Papa é o bispo de Roma, aquele que tem a sucessão direta de Pedro, chefe da igreja.
Os presbíteros são cooperadores dos bispos que com sua autoridade lhes conferem as atribuições para o desempenho perfeito da missão apostólica.
Esta missão inclui dentre outras, a celebração do sacramento da Penitência, Unção dos Enfermos e Celebração da Santa Missa com consagração Eucarística.
Esta missão inclui dentre outras, a celebração do sacramento da Penitência, Unção dos Enfermos e Celebração da Santa Missa com consagração Eucarística.
Entre outros serviços, o Catecismo registra que "...pertence aos diáconos assistir o bispo e os sacerdotes na celebração dos divinos mistérios,
sobretudo da Eucaristia, distribuí-la, assistir ao Matrimónio e abençoá-lo, proclamar o Evangelho e pregar,
presidir aos funerais e consagrar-se aos diversos serviços da caridade.".
sobretudo da Eucaristia, distribuí-la, assistir ao Matrimónio e abençoá-lo, proclamar o Evangelho e pregar,
presidir aos funerais e consagrar-se aos diversos serviços da caridade.".
O sacramento da Órdem coloca naquele que o recebe uma marca indelével definitiva e irrevogável. O catecismo diz: "Tal como no caso do Baptismo e da Confirmação, esta participação na função de Cristo é dada uma vez por todas."
Passagens que tratam deste sacramento:
"Mas Jesus, aproximando-se, lhes disse: Toda autoridade me foi dada no céu e na terra. Ide, pois, e ensinai a todas as nações; batizai-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Ensinai-as a observar tudo o que vos prescrevi. Eis que estou convosco todos os dias, até o fim do mundo."
Mateus 28, 18-20
"E disse-lhes: Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo, mas quem não crer será condenado."
Marcos 16, 15-16
"Depois de ter pregado o Evangelho à cidade de Derbe, onde ganharam muitos discípulos, voltaram para Listra, Icônio e Antioquia (da Pisídia). Confirmavam as almas dos discípulos e exortavam-nos a perseverar na fé, dizendo que é necessário entrarmos no Reino de Deus por meio de muitas tribulações. Em cada igreja instituíram anciãos e, após orações com jejuns, encomendaram-nos ao Senhor, em quem tinham confiado."
Atos 14, 21-23
"Eu te deixei em Creta para acabares de organizar tudo e estabeleceres anciãos em cada cidade, de acordo com as normas que te tracei. (Devem ser escolhidos entre) quem seja irrepreensível, casado uma só vez, tenha filhos fiéis e não acusados de má conduta ou insubordinação. Porquanto é mister que o bispo seja irrepreensível, como administrador que é posto por Deus. Não arrogante, nem colérico, nem intemperante, nem violento, nem cobiçoso. Ao contrário, seja hospitaleiro, amigo do bem, prudente, justo, piedoso, continente, firmemente apegado à doutrina da fé tal como foi ensinada, para poder exortar segundo a sã doutrina e rebater os que a contradizem."
Tito 1, 4
O Matrimônio
No número 1601, o catecismo nos diz: «O pacto matrimonial, pelo qual o homem e a mulher constituem entre si a comunhão íntima de toda a vida, ordenado por sua índole natural ao bem dos cônjuges e à procriação e educação da prole, entre os baptizados foi elevado por Cristo Senhor à dignidade de sacramento» (93) .
Desde o início da criação, Deus quis por sua imensa bondade unir o homem a uma mulher, como nos apresenta no Gênesis 1, 27-28: Deus criou o homem à sua imagem; criou-o à imagem de Deus, criou o homem e a mulher. Deus os abençoou: "Frutificai, disse ele, e multiplicai-vos, enchei a terra e submetei-a. Dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus e sobre todos os animais que se arrastam sobre a terra.".
Assim no matrimônio, o casal deve ter muita atenção a ordem que Deus nos dá, ou seja, multiplicai-vos, sendo sempre um objetivo importante estar aberto à vida, aberto a ter filhos para oferecer a Deus. Não devemos esquecer que junto da união, "Deus os abençoou", ou seja, junto a benção deu-lhes as graças necessárias para sustentar o casamento e a família, instituição santa de Deus.
No número 1601 o catecismo nos traz a palavra pacto que nos remete a ação realizada entre o casal, homem e mulher. São eles que celebram este sacramento diante do padre ou diácono que como representantes da igreja acolhem os votos realizados pelo casal, dando validade ao sacramento.
Esta união é indissolúvel, Jesus de forma perfeita este fato. Em Mateus 19, 4-6, temos: "Respondeu-lhes Jesus: Não lestes que o Criador, no começo, fez o homem e a mulher e disse: Por isso, o homem deixará seu pai e sua mãe e se unirá à sua mulher; e os dois formarão uma só carne? Assim, já não são dois, mas uma só carne. Portanto, não separe o homem o que Deus uniu.".
Jesus nos alerta do pecado dos que abandonam sua esposa e procura outras mulheres.
"Ora, eu vos declaro que todo aquele que rejeita sua mulher, exceto no caso de matrimônio falso, e desposa uma outra, comete adultério. E aquele que desposa uma mulher rejeitada, comete também adultério. Seus discípulos disseram-lhe: Se tal é a condição do homem a respeito da mulher, é melhor não se casar! Respondeu ele: Nem todos são capazes de compreender o sentido desta palavra, mas somente aqueles a quem foi dado." Mateus 19, 9-11.
Jesus diz no descrito em Mateus sobre o matrimônio falso ou nulo, ou seja, aquele casamento que apesar do rito, não se tornou sacramento, por alguns motivos como pode ser visto no catecismo.
1625. Os protagonistas da aliança matrimonial são um homem e uma mulher batizados, livres para contrair Matrimónio e que livremente exprimem o seu consentimento. «Ser livre» quer dizer:
– não ser constrangido;
– não estar impedido por nenhuma lei natural nem eclesiástica.
– não estar impedido por nenhuma lei natural nem eclesiástica.
1626. A Igreja considera a permuta dos consentimentos entre os esposos como o elemento indispensável «que constitui o Matrimónios (141). Se faltar o consentimento, não há Matrimónio.
1627. O consentimento consiste num «acto humano pelo qual os esposos se dão e se recebem mutuamente» (142): «Eu recebo-te por minha esposa. Eu recebo-te por meu esposo» (143). Este consentimento, que une os esposos entre si, tem a sua consumação no fato de os dois «se tornarem uma só carne» (144).
1628. O consentimento deve ser um ato da vontade de cada um dos contraentes, livre de violência ou de grave temor externo (145). Nenhum poder humano pode substituir-se a este consentimento (146). Faltando esta liberdade, o matrimónio é inválido.
1629. Por este motivo (ou por outras razões, que tornem nulo ou não realizado o casamento) (147), a Igreja pode, depois de examinada a situação pelo tribunal eclesiástico competente, declarar «a nulidade do Matrimónio», ou seja, que o Matrimónio nunca existiu. Em tal caso, os contraentes ficam livres para se casarem, salvaguardadas as obrigações naturais resultantes da união anterior (148).
Referência
- Catecismo da Igreja Católica (CIC)
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