quarta-feira, 1 de janeiro de 2020

Credo Símbolo dos Apóstolos e de Nicéia–Constantinopla

Desde o início de sua vida apostólica, a Igreja elaborou o que passou a ser chamado de “Símbolo dos Apóstolos”, cujo nome é o resumo fiel da fé dos apóstolos de Jesus. Foi uma maneira simples e eficaz de a Igreja exprimir e transmitir a sua fé em fórmulas breves e normativas para todos. Em seus doze artigos, o ‘Creio’ sintetiza tudo aquilo que o católico crê. 

Por causa das heresias trinitárias e cristológicas, que agitaram a Igreja nos séculos II, III e IV, ela foi obrigada a realizar concílios ecumênicos (universais) para dissipar os erros dos hereges. Os mais importantes para definir os dogmas básicos da fé cristã foram os Concílios de Niceia (325) e Constantinopla I (381). O primeiro condenou o arianismo, de Ário, sacerdote de Alexandria que negava a divindade de Jesus; o segundo condenou o macedonismo, de Macedônio, patriarca de Constantinopla que negava a divindade do Espírito Santo.

SÍMBOLO DOS APÓSTOLOS

DE NICEIA–CONSTANTINOPLA

Creio em Deus, Pai todo-poderoso, Criador do Céu e da Terra;
Creio em um só Deus, Pai todo-poderoso, Criador do Céu e da Terra, de todas as coisas visíveis e invisíveis.
e em Jesus Cristo, seu único Filho,nosso Senhor,
Creio em um só Senhor, Jesus Cristo, Filho Unigênito de Deus, nascido do Pai antes de todos os séculos; Deus de Deus, luz da luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro; gerado, não criado, consubstancial ao Pai.
Por Ele todas as coisas foram feitas. E por nós, homens, e para nossa salvação desceu dos Céus.
que foi concebido pelo poder do Espírito Santo; nasceu da Virgem Maria;
E encarnou pelo Espírito Santo, no seio da Virgem Maria, e Se fez homem.
padeceu sob Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado; desceu à mansão dos mortos; ressuscitou ao terceiro dia; subiu aos   Céus; está sentado à direita de Deus Pai todo-poderoso, de onde há-de vir a julgar os vivos e os mortos.
Também por nós foi crucificado sob Pôncio Pilatos; padeceu e foi sepultado.
Ressuscitou ao terceiro dia, conforme as Escrituras; e subiu aos Céus, onde está sentado à direita do Pai.
De novo há-de vir em sua glória, para julgar os vivos e os mortos; e o seu Reino não terá fim.
Creio no Espírito Santo;
Creio no Espírito Santo, Senhor que dá a vida, e procede do Pai e do Filho; e com o Pai e o Filho é adorado e glorificado: Ele que falou pelos profetas.
na santa Igreja Católica; na comunhão dos Santos;
Creio na Igreja una, santa, católica e apostólica.
na remissão dos pecados; na ressurreição da carne;na vida eterna.
Amém
Professo um só Batismo para remissão dos pecados. E espero a ressurreição dos mortos, e a vida do mundo que há-de vir.
Amém.

Vocabulário
Heresia
substantivo feminino
1.interpretação, doutrina ou sistema teológico rejeitado como falso pela Igreja.
2.teoria, ideia, prática etc. que nega ou contraria a doutrina estabelecida (por um grupo).
3.ação, dito ou atitude que desrespeita a religião.
4.p.ext. fig. contrassenso, opinião absurda; disparate, despautério, tolice.
"uma h. científica".
Apostasia
substantivo feminino
1.renúncia de uma religião ou crença, abandono da fé (esp. da cristã); renegação.
2.p.ext. ato de renunciar a (partido, doutrina, teoria etc.).

Referências

Os tipos de tentações que enfrentamos

Gostaria de começar este artigo com um trecho retirado da "Sagrada Escritura", "As tentações que vos acometeram tiveram medida humana. Deus é fiel; não permitirá que sejais tentados acima de vossas forças. Mas, com a tentação, Ele vos dará os meios de sair dela e a força para a suportar" (1 Cor 10,13).

Buscando nas referências bibliografias deste artigo, identificamos três tipos de tentações:
  • Tentações realizadas pelo Demônio;
  • Tentações realizadas pelo Mundo;
  • Tentações realizadas pelo nosso interior (pecado original);


Referência Bibliográfica
Sagradas Escrituras
Catecismo da Igreja Católica
Site http://padrepauloricardo.org "Artigo: Testemunho de Fé - Primeiro Domingo da Quaresma" (26/02/2012)

O que são os dogmas da fé da Igreja Católica


Do termo substantivo temos:
Dogma
substantivo masculino
  1. 1.
    teol ponto fundamental de uma doutrina religiosa, apresentado como certo e indiscutível.
    "d. da santíssima trindade"
  2. 2.
    p.ext. qualquer doutrina (filosófica, política etc.) de caráter indiscutível.
O catecismo detalha exatamente o que são os dogmas da fé católica. Segundo o magistério da Igreja temos:
De acordo com o descrito pelo professor Felipe Aquino: "A palavra dogma quer dizer verdade. É uma verdade "revelada por Deus", não inventada pela Igreja; e proposta por ela à nossa fé. Isso é feito por uma definição solene da Igreja (magistério extraordinário) feita por um Papa, ou pelo ensinamento de seu magistério ordinário.". (Os dogmas da fé - Doutrina Católica, pag.21)
OS DOGMAS DA FÉ
88. O Magistério da Igreja faz pleno uso da autoridade que recebeu de Cristo quando define dogmas, isto é, quando propõe, dum modo que obriga o povo cristão a uma adesão irrevogável de fé, verdades contidas na Revelação divina ou quando propõe, de modo definitivo, verdades que tenham com elas um nexo necessário.
89. Existe uma ligação orgânica entre a nossa vida espiritual e os dogmas. Os dogmas são luzes no caminho da nossa fé: iluminam-no e tornam-no seguro. Por outro lado, se a nossa vida for recta, a nossa inteligência e nosso coração estarão abertos para acolher a luz dos dogmas da fé (54).
90. A interligação e a coerência dos dogmas podem encontrar-se no conjunto da revelação do mistério de Cristo (55). Convém lembrar que «existe uma ordem ou "hierarquia" das verdades da doutrina católica, já que o nexo delas com o fundamento da fé cristã é diferente» (56).
O SENTIDO SOBRENATURAL DA FÉ
91. Todos os fiéis participam na compreensão e na transmissão da verdade revelada. Todos receberam a unção do Espírito Santo que os instrui (57) e os conduz «à verdade total» (Jo 16, 13).
92. «A totalidade dos fiéis [...] não pode enganar-se na fé e manifesta esta sua propriedade peculiar por meio do sentir sobrenatural da fé do povo todo, quando, "desde os bispos até ao último dos fiéis leigos", exprime consenso universal em matéria de fé e costumes» (58).
93. «Com este sentido da fé, que se desperta e sustenta pela acção do Espírito de verdade, o povo de Deus, sob a direcção do sagrado Magistério [...] adere indefectivelmente à fé, uma vez por todas confiada aos santos; penetra-a mais profundamente com juízo acertado e aplica-a mais totalmente na vida» (59).

Referência
- Catecismo da Igreja Católica
- Os dogmas da fé, Prof.Felipe Aquino, Ed.Cleofas

Esquema Doutrina e Ensinamentos


 
10 MANDAMENTOS 5 MANDAMENTOS DA IGREJA
1 - Amar a Deus sobre todas as coisas. 1 – Participar da missa inteira nos domingos e outras festas de guarda e abster-se de ocupações de trabalho
2 - Não tomar seu santo nome em vão. 2 - Confessar-se ao menos uma vez por ano
3 - Guardar domingos e festas de guarda 3 - Receber o sacramento da Eucaristia ao menos pela Páscoa da ressurreição
4 - Honrar Pai e Mãe 4 - Jejuar e abster-se de carne, conforme manda a Santa Mãe Igreja
5 - Não matar 5 - Ajudar a Igreja em suas necessidades
6 - Não pecar contra a castidade     
7 - Não roubar VIRTUDES TEOLOGIAS VIRTUDES CARDEAIS 
8 - Não levantar falso testemunho 1 - A Fé 1 - Prudência 
9 - Não desejar a mulher do próximo 2 - A Esperança 2 - Temperança 
10 - Não cobiçar as coisas alheias 3 - Caridade 3 - Fortaleza 
    4 - Justiça 
      
7 DONS DO ESPÍRITO SANTO 7 SACRAMENTOS 7 PECADOS CAPITAIS 
1 - Fortaleza 1 - Batismo 1 - A Gula 
2 - Sabedoria 2 - Crisma ou Confirmação 2 - A Avareza 
3 - Ciência 3 - Eucaristia 3 - A Luxúria 
4 - Conselho 4 - Reconciliação ou Penitência 4 - A Ira 
5 - Entendimento 5 - Unção dos enfermos 5 - A Inveja 
6 - Piedade 6 - Ordem 6 - A Preguiça 
7 - Temor de Deus 7 - Matrimônio 7 - A Orgulho ou Vaidade 

Deus não muda? É imutável?


De acordo com a doutrina da igreja Católica, DEUS é imutável. Temos no Catecismo da Igreja (CIC): 
«Nós acreditamos com firmeza e afirmamos simplesmente que há um só Deus verdadeiro,
imenso e imutável, incompreensível, todo-poderoso e inefável.
Pai e Filho e Espírito Santo: três Pessoas, mas uma só essência,
uma só substância ou natureza absolutamente simples»(6).
CIC 202
Para dar o entendimento é importante meditarmos alguns conceitos juntamente com Santo Tomás de Aquino através da Suma Teológica.
Questão: Podereis Demonstrá-lo?.
Sim; DEUS não seria o ser por essência, se não fosse o que existe per se, ou como dissemos, por necessidade de sua natureza.
O que existe per se concentra em si mesmo todos os modos do ser; é, portanto perfeito e, sendo perfeito, necessariamente há de ser bom.
É, além disso, infinito, condição indispensável para que nenhum ser tenha ação sobre Ele e o limite, e se é infinito possui o dom da ubiquidade.
É imutável, porque, se mudasse, havia de ser em busca de uma perfeição que lhe faltasse. Sendo imutável, é eterno, porque o tempo é sucessão e toda sucessão revela mudança.
Sendo perfeito em grau infinito, não pode haver mais do que um; se houvesse dois seres infinitamente perfeitos, nada teria um que o outro não possuísse, não haveria meios de distingui-los e seriam, portanto um. (3-11) (Ref. Suma, Pag.19)
Desta afirmação nos vem o questionamento, então se DEUS é imutável não adianta pedirmos uma sorte melhor, proteção ou seja lá o que for, pois se DEUS já decidiu não voltará atrás. Errado.
Estamos dentro de uma realidade criada por DEUS onde este plano, ou universo, é regido por leis perfeitas que geram toda ação e reação tendendo ao equilíbrio, como bem utilizado pelos físicos. Para exemplificarmos São Paulo nos diz em sua carta aos Gálatas: "... O que o homem semeia, isso mesmo colherá." (Gálatas 6,7). Temos também, "Quem semeia a iniquidade colherá desgraças e pela vara dos seus excessos será aniquilado." (Provérbios 22, 8)
A lei do plantar e colher nos é colocada e estamos sujeitos a ela. Quem planta amor, colhe amor e assim por diante. O ser humano devido ao mau uso do seu livre arbítrio, colocou o universo orquestrado por DEUS num aparente desequilibro, com queimadas, guerras, desamor, contudo, tudo tende ao novo equilíbrio, por isto, tantas situações aconteceram e acontecem ao longo da história. Não é que DEUS queira uma morte ou um mal, pois DEUS é amor, mas a lei de compensação perfeita criada por DEUS recai para tender ao equilíbrio e a perfeição do que DEUS faz e é.
Somos os agentes determinantes de nosso presente e futuro.
Tentemos pensar, mesmo que de forma imperfeita sobre a lei do plantar e colher sob a perspectiva de uma conta corrente: Ressalto que é somente uma alegoria de exemplo imperfeito que servirá para meditação mais profunda, mas voltando, digamos que cometemos vários pecados e temos uma conta negativa neste momento e colheremos os frutos negativos destes pecados, contudo realizarmos obras de caridade que conseguiram anular parte destes pecados, iremos então colher menos frutos negativos de nossas ações gerando equilíbrio de nossa conta corrente. "Antes de tudo, mantende entre vós uma ardente caridade, porque a caridade cobre a multidão dos pecados" (I Pedro 4, 8)
A caridade, ou seja, o amor anulam e geram equilíbrio positivo para o universo que DEUS criou. A oração também é uma obra de caridade e tem valor inestimável como o ouro. A caridade, a penitência e a oração são moedas poderosíssimas.
Dito isto, finalizo dizendo que quando acontece um milagre, DEUS não mudou, o que acontece é que o poder da oração e do amor foram o remédio eficaz a ser ministrado. Somos agentes eficazes de transformação de nosso presente e futuro. Não há não limites para oração. Deus agi e move-se para o bem maior, tendendo as coisas a perfeição que é próprio de sua natureza.
"Por isso vos digo: tudo o que pedirdes na oração, crede que o tendes recebido, e ser-vos-á dado."
Marcos 11, 24

Referências Bibliográficas
Sagrada Escritura
Catecismo da Igreja Católica
A Suma Teológica em Forma de Catecismo

A Igreja Católica é a única igreja de Jesus, o Cristo


INTRODUÇÃO
É de todos conhecida a importância que teve o Concílio Vaticano II para um conhecimento mais profundo da eclesiologia católica, quer com a Constituição dogmática Lumen gentium quer com os Decretos sobre o Ecumenismo (Unitatis redintegratio) e sobre as Igrejas Orientais (Orientalium Ecclesiarum). Muito oportunamente, também os Sumos Pontífices acharam por bem aprofundar a questão, atendendo sobretudo à sua aplicação concreta: assim, Paulo VI com a Carta encíclica Ecclesiam suam (1964) e João Paulo II com a Carta encíclica Ut unum sint (1995).
O sucessivo trabalho dos teólogos, tendente a ilustrar com maior profundidade os múltiplos aspectos da eclesiosologia, levou à produção de uma vasta literatura na matéria. Mas, se o tema se revelou deveras fecundo, foi também necessário proceder a algumas chamadas de atenção e esclarecimentos, como aconteceu com a Declaração Mysterium Ecclesiae (1973), a Carta aos Bispos da Igreja Católica Communionis notio (1992) e a Declaração Dominus Iesus (2000), todas elas promulgadas pela Congregação para a Doutrina da Fé.
A complexidade estrutural do tema, bem como a novidade de muitas afirmações, continuam a alimentar a reflexão teológica, nem sempre imune de desvios geradores de dúvidas, a que esta Congregação tem prestado solícita atenção. Daí que, tendo presente a doutrina íntegra e global sobre a Igreja, entendeu ela dar com clareza a genuína interpretação de algumas afirmações eclesiológicas do Magistério, por forma a que o correcto debate teológico não seja induzido em erro, por motivos de ambiguidade.
RESPOSTAS ÀS QUESTÕES
Primeira questão: Terá o Concílio Ecuménico Vaticano II modificado a precedente doutrina sobre a Igreja?
Resposta: O Concílio Ecuménico Vaticano II não quis modificar essa doutrina nem se deve afirmar que a tenha mudado; apenas quis desenvolvê-la, aprofundá-la e expô-la com maior fecundidade.
Foi quanto João XXIII claramente afirmou no início do Concílio[1]. Paulo VI repetiu-o[2] e assim se exprimiu no acto de promulgação da Constituição Lumen gentium: "Não pode haver melhor comentário para esta promulgação do que afirmar que, com ela, a doutrina transmitida não se modifica minimamente. O que Cristo quer, também nós o queremos. O que era, manteve-se. O que a Igreja ensinou durante séculos, também nós o ensinamos. Só que o que antes era perceptível apenas a nível de vida, agora também se exprime claramente a nível de doutrina; o que até agora era objecto de reflexão, de debate e, em parte, até de controvérsia, agora tem uma formulação doutrinal segura"[3]. Também os Bispos repetidamente manifestaram e seguiram essa mesma intenção[4].
Segunda questão: Como deve entender-se a afirmação de que a Igreja de Cristo subsiste na Igreja católica?
Resposta: Cristo "constituiu sobre a terra" uma única Igreja e instituiu-a como "grupo visível e comunidade espiritual"[5], que desde a sua origem e no curso da história sempre existe e existirá, e na qual só permaneceram e permanecerão todos os elementos por Ele instituídos[6]. "Esta é a única Igreja de Cristo, que no Símbolo professamos como sendo una, santa, católica e apostólica […]. Esta Igreja, como sociedade constituída e organizada neste mundo, subsiste na Igreja Católica, governada pelo Sucessor de Pedro e pelos Bispos em comunhão com ele"[7].
Na Constituição dogmática Lumen gentium 8, subsistência é esta perene continuidade histórica e a permanência de todos os elementos instituídos por Cristo na Igreja católica[8], na qual concretamente se encontra a Igreja de Cristo sobre esta terra.
Enquanto, segundo a doutrina católica, é correcto afirmar que, nas Igrejas e nas comunidades eclesiais ainda não em plena comunhão com a Igreja católica, a Igreja de Cristo é presente e operante através dos elementos de santificação e de verdade nelas existentes[9], já a palavra "subsiste" só pode ser atribuída exclusivamente à única Igreja católica, uma vez que precisamente se refere à nota da unidade professada nos símbolos da fé (Creio… na Igreja "una"), subsistindo esta Igreja "una" na Igreja católica[10].
Terceira questão: Porque se usa a expressão "subsiste na", e não simplesmente a forma verbal "é"?
Resposta: O uso desta expressão, que indica a plena identidade da Igreja de Cristo com a Igreja católica, não altera a doutrina sobre Igreja; encontra, todavia, a sua razão de verdade no facto de exprimir mais claramente como, fora do seu corpo, se encontram "diversos elementos de santificação e de verdade", "que, sendo dons próprios da Igreja de Cristo, impelem para a unidade católica"[11].
"Por isso, as próprias Igrejas e Comunidades separadas, embora pensemos que têm faltas, não se pode dizer que não tenham peso ou sejam vazias de significado no mistério da salvação, já que o Espírito se não recusa a servir-se delas como de instrumentos de salvação, cujo valor deriva da mesma plenitude da graça e da verdade que foi confiada à Igreja católica"[12].
Quarta questão: Porque é que o Concílio Ecuménico Vaticano II dá o nome de "Igrejas" às Igrejas orientais separadas da plena comunhão com a Igreja católica?
Resposta: O Concílio quis aceitar o uso tradicional do nome. "Como estas Igrejas, embora separadas, têm verdadeiros sacramentos e sobretudo, em virtude da sucessão apostólica, o Sacerdócio e a Eucaristia, por meio dos quais continuam ainda unidas a nós por estreitíssimos vínculos"[13], merecem o título de "Igrejas particulares ou locais"[14] , e são chamadas Igrejas irmãs das Igrejas particulares católicas[15].
"Por isso, pela celebração da Eucaristia do Senhor em cada uma destas Igrejas, a Igreja de Deus é edificada e cresce"[16]. Como porém a comunhão com a Igreja católica, cuja Cabeça visível é o Bispo de Roma e Sucessor de Pedro, não é um complemento extrínseco qualquer da Igreja particular, mas um dos seus princípios constitutivos internos, a condição de Igreja particular, de que gozam essas venerandas Comunidades cristãs, é de certo modo lacunosa[17].
Por outro lado, a plenitude da catolicidade própria da Igreja, governada pelo Sucessor de Pedro e pelos Bispos em comunhão com ele, encontra na divisão dos cristãos um obstáculo à sua realização plena na história[18].
Quinta questão: Por que razão os textos do Concílio e do subsequente Magistério não atribuem o título de "Igreja" às comunidades cristãs nascidas da Reforma do século XVI?
Resposta: Porque, segundo a doutrina católica, tais comunidades não têm a sucessão apostólica no sacramento da Ordem e, por isso, estão privadas de um elemento essencial constitutivo da Igreja. Ditas comunidades eclesiais que, sobretudo pela falta do sacerdócio sacramental, não conservam a genuína e íntegra substância do Mistério eucarístico[19], não podem, segundo a doutrina católica, ser chamadas "Igrejas" em sentido próprio[20].
O Santo Padre Bento XVI, na Audiência concedida ao abaixo-assinado Cardeal Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, ratificou e confirmou estas Respostas, decididas na Sessão ordinária desta Congregação, mandando que sejam publicadas.
Roma, Sede da Congregação para a Doutrina da Fé, 29 de Junho de 2007, Solenidade dos Apóstolos São Pedro e São Paulo.
William Cardeal Levada
Prefeito
Angelo Amato, SDB,
Arcebispo tit. de Sila
Secretário

Referência
CONGREGAÇÃO PARA A DOUTRINA DA FÉ
RESPOSTAS A QUESTÕES RELATIVAS A ALGUNS ASPECTOS DA DOUTRINA SOBRE A IGREJA

O que são as indulgências e como consegui-las

Quanto à qualificação ou plenitude da eficácia da graça
A indulgência se qualifica de duas formas: indulgência parcial ou plenária. 
A indulgência plenário anula completamente a pena que a pessoa teria que cumprir no purgatório. Esta indulgência é totalmente eficaz.
A indulgência parcial redime somente em partes de acordo com o valor da ação ou obra realizada pelo fiel.
Dom Henrique em seu site exprime bem a diferença dizendo: "Quanto à questão das indulgências plenárias ou parciais. Primeiramente é bom esclarecer que não faz parte da doutrina infalível da Igreja distinguir entre indulgências plenárias ou parciais! Faz parte da fé normativa da Igreja afirmar a validade das indulgências; a distinção entre parcial é plenária não e obrigatória! Mas, em que se baseia tal distinção? Já deixei claro que nossa atitude interior é o que mais conta para receber a indulgência. Pois bem: se meu arrependimento é perfeito, se meu desejo de mudança de vida é radical, se meu propósito de lutar contra os vícios é decidido, a indulgência é dita plenária. Quer dizer: o Senhor libertar-me-á de todas as seqüelas de meus pecados. Mas, se minha abertura não é completa, então a indulgência é dita parcial: a graça age em mim à medida que eu me abro para ela. Se eu somente me abro parcialmente, ela somente age em mim parcialmente; se me abro totalmente, ela age em mim totalmente!".
Quanto a pessoa que receberá a indulgência
A indulgência se aplica ao fiel que atende aos requisitos ou o mesmo pode conceder a um falecido que estiver no purgatório.
O que precisa ser cumprido para receber a indulgência plenária
As indulgências plenárias, geralmente, consistem em uma obra de caridade que é indulgenciada e mais outras três condições: confissão, comunhão e oração pelo Santo Padre, o Papa. Estas três condições básicas sempre acompanham as obras que são indulgências plenárias. 
De forma prática o Padre Paulo Ricardo diz "que para que as pessoas entendam o que é indulgência é necessário entender antes o que é pena temporal. Quando vamos nos confessar o sacerdote perdoa a pena eterna. Por causa dos nossos pecados, nós merecemos o inferno, então, o sacerdote perdoa os nossos pecados e com isso nós seremos salvos.
Mas, ao mesmo tempo, o pecado tornou o nosso coração pior, nosso coração não está pronto para entrar no céu. Se eu me confessar e morrer imediatamente após a confissão, eu estou salvo, mas não estou santo. Por que ainda não amo a Deus de todo o coração, de toda alma e todo o entendimento. Então, a pessoa que morre nesta situação vai para o purgatório e, ali, purifica-se.
A indulgência é a remissão deste tempo do purgatório. A absolvição sacramental livra a pessoa do inferno e a indulgência livra a pessoa do purgatório.".
Temos conforme diz o Catecismo da Igreja Católica, uma estreita relação entre o Sacramento da Reconciliação e a indulgência, pois um dos pontos a serem cumpridos para se receber a indulgência é primeiramente ser perdoado pelo sacerdote dos pecados cometidos e estar em estado de graça diante de Deus. Dito isto, temos que nos preparar muito bem para o Sacramento da Reconciliação, pois o arrependimento e o propósito de não mais pecar é um fator importantíssimo para que possamos integralmente receber a indulgência, ou seja, a indulgência plenária..
Para recebimento da indulgência, não há a necessidade de se cumprir todas as condições numa sequência e nem no mesmo dia, contudo, como devemos estar em estado de graça e somos pecadores, podemos perder a eficácia da indulgência se recebemos o sacramento da reconciliação e demoramos a cumprir as outras condições.

Referências
Site DomHenrique.com.br - Dom Henrique Soares da Costa (http://www.domhenrique.com.br/index.php/doutrina-catolica/361--indulgencia-o-que-e-isso)